quarta-feira, 23 de maio de 2018

Billy Elliot: a restrição parental à liberdade de escolha dos filhos

Artigo escrito pela Psicóloga Fernanda Guimarães e pelo Especialista em Sociologia Roberto Guimarães.


AVISO: o texto abaixo contém SPOILERS.

Billy Elliot é um filme tocante que retrata a vida de um jovem garoto que vive em um bairro simples numa pequena cidade da Inglaterra, juntamente com o pai e o irmão mais velho. Estes trabalham como operários em uma mina e promovem o sustento da família. Contam com poucos recursos e não vislumbram outras formas de ganhar a vida. Enquanto isso, Billy Elliot, o mais novo, apesar da imposição do pai à prática de boxe, depara-se com o Ballet. Temendo ser repreendido pelo pai e pelo irmão, decide praticar escondido.
Seu receio era justificável, uma vez que frequentemente o homem que envereda pelo Ballet sofre todo o tipo de preconceitos. Numa família que constituiu a ideia de homem vinculada ao trabalho braçal e à severidade nas relações, não seria tarefa fácil encontrar espaço para uma arte como a dança.
Mesmo sabendo dos riscos de ser descoberto, a paixão pelo Ballet foi mais forte, paixão que se fortalecia quanto menos atrativos os modelos de vida do pai e do irmão se mostravam, não somente por carrega-los de frustrações tocantes ao escasso retorno financeiro, que limita possibilidades, como pela desesperança de realização pessoal que promoviam.

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