quinta-feira, 10 de maio de 2018

Bicho de Sete Cabeças: o fracasso da criminalização como solução para a drogadição

Artigo escrito pela Psicóloga Fernanda Guimarães e pelo Especialista em Sociologia Roberto Guimarães.



AVISO: o texto abaixo contém SPOILERS.

Bicho de Sete Cabeças é uma excelente obra do cinema nacional baseada em fatos reais. Um jovem é forçadamente enviado a um manicômio e submetido a traumáticos tratamentos, entre eles os choques elétricos na cabeça que lhe deixaram severas sequelas. O ocorrido se dá após seu pai encontrar um cigarro de maconha em seus pertences. Sem saber como enfrentar o suposto vício do filho, decide pela internação.
O filme deixa transparecer a desproporção entre o “problema” detectado e as medidas tomadas para sua solução, medidas estas que não somente não cumpriram com seus objetivos como criaram problemas irreversíveis. Tal discrepância é resultado da ignorância.
Quando as políticas públicas adotadas para lidar com o uso de determinadas substâncias são a criminalização e a medicalização, temos refletido o entendimento de que somente o indivíduo é responsável pela drogadição. Mas, atribuir toda a culpa ao indivíduo por aquilo que lhe aflige impede de encontrar as verdadeiras raízes do problema – aqui estamos assumindo o uso de substância como problema nos casos em que se configura vício, ou seja, a dependência em algum grau da substância em questão, cuja ausência gera sofrimento.

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