quarta-feira, 11 de abril de 2018

Alexander - Alexandre: a mediocrização do herói

Artigo escrito pela Psicóloga Fernanda Guimarães e pelo Especialista em Sociologia Roberto Guimarães.


AVISO: o texto abaixo contém SPOILERS.

Neste filme, Oliver Stone, retrata de maneira majestosa os feitos de um dos personagens históricos mais notáveis: Alexandre, o Grande, que, no quarto século antes de cristo, havia conquistado 90% do mundo conhecido e nunca perdeu uma batalha. O diretor, porém, não se limitou a reproduzir suas conquistas, mas destacou de maneira enfática supostas fragilidades pessoais do herói, como a relação com a mãe e os inúmeros e instáveis casos amorosos.
Para os mais comuns dos mortais é difícil compreender os fatores que elevam alguns indivíduos ao posto de gênios, santos ou heróis. Como o que realizam se estende para além do conceito de normalidade em dado momento e excede o que a imaginação vulgar é capaz de conceber, muitas pessoas tendem a procurar as raízes de tamanha distinção nos aspectos mais particulares da vida de cada um deles. Infelizmente, porém, tal curiosidade tem, frequentemente, mais a ver com a vontade de encontrar “falhas” que possam macular a imagem grandiosa de tais referências do que o impulso de descobrir o caminho que poderia alçar aos mais sublimes ares.
A genialidade, por exemplo, é facilmente explicada por muitos como resultado da loucura daquele que concebe o incompreensível. O heroísmo dos mais bravos guerreiros é frequentemente associado à vaidade, descontrole emocional ou à irresponsabilidade. E a santidade dos seres que negaram a “vida mundana” e se tornaram referências morais é tida, muitas vezes, como fruto de escassas capacidades de socialização que impelem ao isolamento e da autodesvalorização que justifica a abdicação.

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